sábado, 29 de janeiro de 2011

Relogios que marcam o que os olhos não vêem...


O relógio marcava 23h23min, o coração palpitava por 18 anos e 15 dias. Os batimentos continuavam incertos como dizia os exames guardados na pasta preta que estava na ultima gaveta do guarda roupa quase irreconhecível de tantos adesivos. O soluço era constante, o calor parecia aumentar a cada vez que o fone de ouvido pensava em falhar. As unhas ainda com excesso de esmalte na borda, pintadas de luar... Uma cor clara, que quase nunca era usada. Os olhos pediam sossego, as pernas pediam uma massagem forte, assim como o corpo já estava acostumado. Vestida por apenas duas peças, que aquecia ainda mais... Foi sendo amassada de inúmeras formas. A música do JetAudio: One, já havia se repetido bem mais que isso. Música essa que já foi usada pra relaxar, e talvez pra motivar. Lembranças corriam diante daquele som vibrante, e possivelmente a vontade de repetir o momento já passado. Um pouco de vicio em Super Jewel Quest um joguinho do celular velho e imprestável que registra três chamadas não atendidas, supernatural foi trocado por exercícios físicos feitos todo dia o mesmo horário, que resultou em algumas calorias perdidas, mesmo que o corpo aparenta estar igual, e por, mais incrível que pareça a disposição continua nula, e o sono que mantém na cama está se tornando amigável ate o meio dia. Enquanto os pensamentos rolam para o dia seguinte a unha grande magoa a espinha inflamada do lado esquerdo do rosto. O dia ainda nem raiou e já tem planos, planos esses que muitas das vezes nem se quer sai do pensamento, colocá-los em pratica parece ser impossível.  Olhar pro relógio novamente significa que já é hora de dar descanso aos olhos. Mas antes disso nada com o melhor dos vícios, um café forte como a maioria das coisas agradáveis que se pode experimentar, a xícara predileta estava lá, aquela do o símbolo e os títulos do time de coração, incluindo o mais importante que os olhos podem presenciar o campeonato brasileiro de 2009, sim a xícara continua no mesmo lugar segunda porta da direita pra esquerda, é ali que ela fica depois de ser aquecida por um dos líquidos favoritos. Sim é hora de se deitar. : *

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

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Não aconteceu nenhuma mudança, o sentimento continua intacto... O coração ainda acelera, e a respiração ainda fica ofegante.
Tivemos o inicio de um novo ano, mas as atitudes e sentimentos continuam o mesmo, como se o tempo tivesse congelado, como se o mundo tivesse parado pra ver o coração sangrar.
Foram oferecidas milhares de oportunidades, muitas e muitas tentativas, mas não soube aproveitar, não se deu a grande chance não se permitiu.
O que ninguém entende é que ainda há esperanças, de que tudo vai voltar  ser como era antes, de que isso não passa de um triste sonho... Que quando abrir os olhos com a luz do sol vai perceber que era um longo pesadelo. Não é possível que todo aquele amor, juras, lagrimas, sentimentos, sexo... Tenha acabado assim. Aaaarg... Que essa dor só seja sentida por um ser, que só esse ser carregue a culpa, a tristeza e a distância. E quantos anos isso ainda vai durar? Quantos anos ainda vão ficar na escuridão? Quanto tempo essa ferida vai latejar? Será mesmo que isso um dia não vai mais fazer sentido pra nenhum dos lados? Isso tudo vai passar?
E como ficam aquelas noites mal dormidas? Como ficam aqueles lençóis e fronhas banhados de lagrimas? Havia sonhos que eram sonhados ali, acordada! ... Imaginando a volta, o recomeço. Era uma pobre, é uma ilusão.
É como diz em um sábio texto:  se pudesse usar da magia, pra trazer de volta, pra aliviar a dor, pra levar ao esquecimento. Nada disso é possível, não existem magias, o que se tem é a realidade. Dizem que o tempo é o melhor remédio, e nesse caso como fica esses anos de amor e também de sofrimento? Por que o tempo ainda não usou da magia? Ele ainda vai curar essa angústia? Milhares de perguntas... E todas elas sem resposta.
A relação que já passou pelos dois possíveis estágios.
O amor e o ódio, sim até o ódio é um dos mais fortes sentimentos. Se existe ódio é porque ainda existe alguma coisa unindo os dois, por menor que seja, ou maior... Porque o ódio pode superar o amor, e quando isso acontece quer dizer que o tal ‘amor’ não era tão forte assim, ou talvez nem existisse.
Amor: Quando tudo era flores, quando o mundo não existia, era só entre dois amores entre quatro paredes, ou ar livre pra mostrar o que era felicidade. Ou nem mostrar o bom era estar ali, sentir aquele cheiro saborear aquela paixão que produzia fogo,
Ódio: Quando a verdade veio à tona, quando a traição se tornou a realidade, insultos, o descaso, lágrimas, humilhações, orgulho, xingamentos, saudade e mais saudade. E aquele fogo agora é cinza que o vento não jogou no ar, que a chuva ainda não desfez.

E esse amor agora sentido por um só, passeia por lugares escondidos.
E o ódio se transformou em desprezo que não é nem um grande sentimento, não é nada é nulo.
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